Originalmente publicado em 24 de fevereiro de 2013
“crendo ter nos braços quem amava,
Abraçado me achei cum duro monte
De áspero mato e de espessura brava.”
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“Os formosos limões ali, cheirando
Estão virgíneas tetas imitando.”
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“Pois, se as aves no ar voam,
Alegres animais o chão povoam.”
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“Fugindo as Ninfas vão por entre os ramos,
Mas, mais industriosas que ligeiras,
Pouco e pouco, sorrindo, e gritos dando,
Se deixam ir dos galgos alcançando.”
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“Acende-se o desejo, que se ceva
Nas alvas carnes, súbito mostradas.”
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“Que sobre ela também caia
Quem a seguiu pela arenosa praia.”
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“Nuas por entre o mato, aos olhos dando
O que às mãos cobiçosas vão negando.”
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“co a ‘mora de se despir, há medo que inda tarde
A matar na água o fogo que nele arde.”
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“Após Efire, exemplo de beleza,
Que mais caro que as outras dar queria
O que deu, para dar-se, a Natureza.”
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“Entre a espiga e a mão, ergue-se (sempre) um muro”
Petrarca
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Vasco da Gama comeu a mãe de Aquiles?
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“O que mais passam na manhã e na sesta,
Que Vênus com prazeres inflamava,
Melhor é exprimentá-lo que julgá-lo”
até o talo
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“Com palavras formais e estipulantes
Se prometem eterna companhia,
Em vida e morte, de honra e alegria.”
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“Ela nos paços logra seus amores,
As outras pelas sombras, entre as flores.”
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“Que Júpiter, Mercúrio, Febo e Marte,
Enéias e Quirino e os dous Tebanos,
Ceres, Palas e Juno com Diana,
Todos foram de fraca carne humana.”
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“ó vós que as famas estimais,
Se quiserdes no mundo ser tamanhos,
Despertai já do sono do ócio ignavo,
Que o ânimo, de livre, faz escravo.”
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“Não será a culpa abominoso incesto,
Nem violento estupro em virgem pura,
Nem menos adultério desonesto,
Mas cua escrava vil, lasciva e escura.”
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“Olha o Cisne morrendo que suspira,
A Lebre os Cães, a Nau e a doce Lira.”
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“Vês Europa Cristã, mais alta e clara
Que as outras em polícia e fortaleza.
Vês África, dos bens do mundo avara,
Inculta e toda cheia de bruteza,
(…)
Olha essa terra toda, que se habita
Dessa gente sem Lei, quase infinita.”
