[ARQUIVO] METALLICA À VENDA? (Ian Christe)

De 29 de junho a 19 de julho de 2011

“Mais uma vez, os fãs tornaram-se ratos escondidos pelos cantos. À medida que o metal sofria à vista do público, o Metallica fazia pouco para ajudar a contornar a situação. Por anos eles puseram o mundo do heavy metal em primeiro lugar, mas agora pulando irreconhecivelmente na frente dos holofotes em toda cerimônia de premiação ou sessão de vídeo, a banda viajou com os grupos alternativos Hole e Veruca Salt em setembro de 1995 para tocar em um festival patrocinado pela cerveja Molson Ice na vila ártica de Tuktoyaktuk. A banda que havia se recusado por mais de sete anos a até mesmo fazer um videoclipe estava agora aceitando eventos promocionais.”

“I put my cock into the carcass

My climax can wait no longer

Expectorate my seed of hate

Onto her mutilated corpse”

“‘Eu não usei cuecas nos últimos quinze anos’, Lars Ulrich contou à Melody Maker, ‘mas nove meses atrás decidi que não iria mais usar jeans novamente. Porque como eu não sou circuncidado, diferente da maioria dos norte-americanos, haveria uma quantidade considerável de urina espalhada pela minha calça cara por causa do consumo excessivo de álcool. Então minha esposa sugeriu que eu usasse cuecas para que eu não mijasse nas minhas lindas e caras calças de estilistas famosos o tempo todo.’”

“‘O Metallica pode fazer o que quiser agora’, disse Shawn Crahan, do Slipknot. ‘Eles venceram. Eles conquistaram o direito de fazer o que quiserem hoje em dia.’”

“Zombification ejaculation over mutilation

On the Mother’s body hacked into pieces

The sludges from my cock gives her life once again

Sewing the remains of the child deep within her”

“She’s already dead, I masturbate with her severed head

My lubrication, her decomposition

Spending my life molesting dead children”

“Conforme seus cabelos lentamente voltavam a crescer, o Metallica redescobria sua origem metal. Para a turnê norte-americana de 1997, prepararam um show com um palco sofisticado que representava a realidade maliciosa na qual a banda então vivia. Inspirados no dramático acidente com James Hetfield em Montreal, todas as noites, na metade do show, uma parte falsa da iluminação explodia, para deixar a figura de um técnico em chamas balançando pelos ares, preso por um cabo de segurança. Para dar seqüência ao tema de destruição já iniciado, torres de iluminação caíam até uma posição predeterminada, e roadies corriam para apagar o fogo. O técnico de iluminação era levado em uma maca para uma ambulância que estava à espera ao lado do palco, enquanto a mesa de som lançava loops de ruídos de estática. § Com o equipamento supostamente destruído, os membros da banda fingiam então buscar uma solução para a catástrofe. Reuniam-se em um canto remoto do palco onde havia apenas dois conjuntos de guitarra e amplificador e algumas lâmpadas que pendiam do teto, e rapidamente improvisavam um medley ‘caseiro’ de ‘Four horsemen’ e outras músicas antigas de Kill ‘em all. Devagar, o operador de som reforçava até um volume digno de estádio. Foi um evento extraordinário que brincava com desastres para contar a hoje lendária origem da banda. Com logística mais complexa do que qualquer palco gigantesco do Iron Maiden nos anos 80, a produção foi genialidade pura do Metallica e fingiu zombar das convenções do rock, até mesmo ao entregar-se de corpo e alma a elas. Naturalmente, a empresa de efeitos especiais recebeu o prêmio Designer do Ano da revista Stagecraft industry.”


FISSURAS E INTEGRIDADE NO MUNDO DA MÚSICA

Ou: Em busca do riff perdido atrás do arco-íris captável somente através dos ouvidos

As bandas e os gêneros floresciam e morriam, florescem e ainda morrem, rápido demais. As brechas deixadas por colossos como Black Sabbath e Metallica na incompletude e periferia de cada álbum, e nos hiatos entre as gravações, e nas inevitáveis negações perpetradas pelas escolhas (afirmações) naturais, talvez tudo isso se desenrole por décadas e não se tenha perdido uma (várias) oportunidade(s) para sempre. Não são os próprios músicos que vivenciaram os atalhos geniais de suas obras-primas que devem chegar lá, mas o legado vivo por eles plantado. Um gigante veterano tateando atrás de seu novo melhor álbum de todos os tempos não passa de comédia?

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