Originalmente publicado em 30 de novembro de 2011
“A. de A. (Manuel Antônio) falece no Rio de Janeiro no dia 25 de abril, aos 20 anos de idade (1852).”
“Não sabes, desgraçada, que os lábios da garrafa são como os da mulher: só valem beijar enquanto o fogo do vinho ou o fogo do amor os borrifa de lava?”
“se entendeis a imortalidade pela metempsicose, bem! talvez eu a creia um pouco; pelo platonismo, não!”
“A nós frontes queimadas pelo mormaço do sol da vida”
“Na jangada do náufrago, no cadafalso, no deserto, sempre banhado do suor frio do terror é que vem a crença em Deus!”
“O ateísmo é a insânia (…) A verdadeira filosofia é o epicurismo.”
“Depois enjoei-me dessa mulher. A saciedade é um tédio terrível.”
“a Espanha, onde o clima convida ao amor”
“ou estás bêbado ou morto!”
“Bofé que encheram-me o crânio de chumbo derretido!…”
“ébrio como Noé, o primeiro borracho de que reza a história!”
« Pour quoi ? c’est que mon coeur au milieu des délices,
D’un souvenir jaloux constamment oppressé,
Froid au bonheur présent, va chercher ses supplices
Dans l’avenir et le passé ? »
Alexandre Dumas
“Quanto a amantes, meus amores eram como a sede dos cães das ruas, saciavam-se na água ou na lama…”
“-Que tens, Johann? tiritas como um velho centenário!” Johann, o fratricida incestuoso inconsciente.
“Vinte anos!… não vivi um só momento!”
“E por três noites padeci três anos”
“Basta de Shakespeare. Vem tu agora,
Fantástico alemão, poeta ardente”
“Meu quarto, mundo em caos, espera um Fiat!”
“e eu acordava
Arquejando a beijar meu travesseiro?”
“Como o vinho espanhol, um beijo dela
Entorna ao sangue a luz do paraíso.
(…)
E que ela fosse leviana e bela
Como a leve fumaça de um charuto!”
“Desconfio que a moça me namora!…”
“Vale todo um harém a minha bela,”
“Que noiva!… E devo então dormir com ela?
Se ela ao menos dormisse mascarada!”
“Não pode haver inferno com Senhoras!”
Dizem que balada no céu é como as terrenas: mesmo de graça, de mulher é carente!
“Te amo tanto que não ouso te amar.” Marot
Dulce Néscia
“Todo o meu ordenado vai-se em flores”
“Eu sei… O mundo é um lodaçal perdido
Cujo sol (quem mo dera)! é o dinheiro…
§
Minha desgraça, ó cândida donzela,
O que faz que meu peito assim blasfema,
É ter para escrever todo um poema
E não ter um vintém para uma vela.”
“Solta essa trança tão bela,
Quero nela suspirar”
Maníaco pelos cabelos ela soltar!
“nos seios da perdida!”
“mimosa”
“Não acordes tão cedo! enquanto dormes
Eu posso dar-te beijos em segredo…”
“Venderiam o beijo derradeiro
Da virgem que os amou!”
GLOSSÁRIO (italiano):
lazzaroni: vagabundo
