Originalmente publicado em 23 de abril de 2012
“Dá-se hoje o nome de abismo de Pascal à dificuldade que certos problemas sociais ou morais oferecem em sua elucidação.”
Cromwell teria morrido por causa de um grão-de-areia em sua uretra.
Niilismo comendo pelas beiradas!
“Dediquem a esta leitura algumas das horas que tão inutilmente empregam fora: se alguma aversão experimentarem, talvez reconheçam ainda assim alguma coisa ou, pelo menos, não perderão muito.”
“As outras religiões, como as pagãs, são mais populares, porque se exteriorizam: não são, porém, para as pessoas hábeis.”
“Nenhuma outra religião pode, pois, agradar aos que odeiam a si mesmos e que procuram um ser verdadeiramente amável.”
“Quando se lê depressa ou devagar demais, não se entende nada.”
“Se considerarmos a nossa obra imediatamente depois de a termos executado, ainda somos bastante prevenidos; se muito tempo depois, não a entendemos mais.”
“Conhecemo-nos tão pouco que muitos pensam morrer quando estão passando bem; e muitos parecem passar bem quando estão próximos da morte.”
“Ora, em que pensa o mundo? (…) em dançar, em tocar alaúde, em cantar, em fazer versos, em correr o anel (…) em fazer-se rei”
“Se o nariz de Cleópatra tivesse sido mais curto, toda a face da terra teria mudado.”
“toda a infelicidade dos homens provêm de uma só coisa, que é não saberem ficar em repouso num quarto.”
“Que quimera é então o homem? Que novidade, que monstro, que caos, que motivo de contradição, que prodígio! Juiz de todas as coisas, imbecil verme da Terra, depositário do verdadeiro, cloaca de incerteza e de erro, glória e escória do universo.”
Para Pascal, subsiste-se ora sendo pirroniano (estóico) ora sendo dogmatista.
“Por que me matais? Como! Não ficais do outro lado da água? Meu amigo, se ficásseis deste lado, eu seria um assassino, seria injusto matar-vos da mesma maneira; mas, desde que ficais do outro lado, sou um bravo, e isso é justo.” Sobre a divisão em nações.
“É preciso ter um ponto fixo para julgar. O porto julga os que estão no barco; mas, onde tomaremos um porto na moral?”
P.sacal
“Não mostramos nossa grandeza ficando numa extremidade, mas tocando as duas ao mesmo tempo e enchendo todo o intervalo.” “por mais elevados que estejam, unem-se aos menores dos homens por algum lugar.”
“Que tolo projeto teve Montaigne de se pintar!”
“César era muito velho, parece-me, para ir divertir-se em conquistar o mundo. Esse divertimento ficava bem em Alexandre: era um rapaz difícil de conter; mas César devia ser mais maduro.”
“Querei que se fale bem de vós? Não o faleis.”
Na segunda metade de seu trabalho, é um imoralista!
“Dois rostos semelhantes, dos quais nenhum faz rir em particular, fazem rir juntos pela sua semelhança.”
SIMPLESMENTE A ENUNCIAÇÃO DO ETERNO RETORNO (115, LXII): “A natureza recomeça sempre as mesmas coisas, os anos, os dias, as horas; os espaços também, e os números estão nos dois sentidos em seguida uns dos outros. Assim, faz-se uma espécie de infinito eterno. Não é que haja nada de tudo isso que seja infinito e eterno; mas, esses seres terminados se multiplicam infinitamente. Assim, parece-me, só o número que os multiplica é infinito.”
E A LEI DO TRÁGICO: “Tudo o que se aperfeiçoa por progresso perece também por progresso.”
“é preciso dizer como os outros, mas não pensar como eles.”
