Tomo VIII
Gata, se eu fosse você, só visava a obter uma nota nesse teu boletim cheio de vermelhidões: a aprovação com louvor do meu coração!
Já senti a dor do estrangulamento? Diversas vezes.
Tomo IX
Andar.
Maratona. Ah, os gregos! Correr vários kilômetros. Gradação, nem 8 nem 80, nem 20 nem 40. Marcha atlética. Ou caminhar até os pés sangrarem—o Judeu Errante. Que máquina emperrada esse ser humano!
Quando se fala tanto dessas faculdades prodigiosas, até parece que os menos aptos são proscritos da humanidade. Para mim que até correr 5km já constitui um milagre. Os que não podem, não dá, não dão conta, obesos, frágeis ou malformados: o que eles são? Seria a quintessência do homem, poder correr ou ser um andador legítimo? Andador legítimo do velho.
E da mulher, qual é que é a síntese, o ramo de ouro, o sine qua non? Sambar?
Joyce escreveu “uma página a cada 3 dias”. Não era um corredor.
* * *
Sinto que estou para trocar de pele.
Tomo X
Dos sonhos a realidade (à) deriva
Uma injeção de ânimo na veia da vida
Saltimbanco é aquele que tenta saltar mas dá de cara com o banco?
SONO AMORDAÇADO // MEU INIMIGO VISCERAL
A negação suprema e absoluta do mEU eU (do nosso MUNDO), esse é Meu Pai. Vinte e cinco anos no cesto de lixo do clube. Deserto noturno notívago de emoções. Incrustadas. Crustáceo frio, incapaz de raciocínio, só sabe, manja, capitalizar!
Tua voz me traumatiza, tu és uma uniforme, insossa cacofonia! Tudo que ruge e troveja é sempre igual. No almoço, na viagem, tomando cerveja, vendendo queijo—é o tom desafinado gutural do VOCÊ NUNCA FOI NADA, EU ACONTECI, SOU JUDAS ISCARS&OTES—façam minha ode!—, SOU O MAIORAL. Um gênio incompreendido do dinheiro, que no final das contas nem tenho. Dai-me um espelho! Um celular, pedregulho rústico para meu dedo caviloso. Eu sou Stonehenge! Eu não me desgasto, o REMÉDIO SOU EU! QUER PEDRA MAIS AUTÊNTICA?
O rádio da minha voz de Clark Gable que não canta mas se gaba com glabro era vidro e se quebrou—me roubaram, o respeito e dignidade, mas fui tolo e um asno, devia ter percebido e reagido… Meu próprio filho! Eles não prestam!, incoerentes vermes parasitas exploradores que rastejam.
Batam palmas para o intelectual professor-filósofo, ha-HA, desenhos?–? CRIANÇA!
O velho aqui tá ficando gagá, mas hoje não me importune, quero governar e meus ódios destilar! O parasita que é poeta, como gosta de terceiros declamar, é um (QUE NÃO)PARA,-CITA!
Louvem seu céu de brigadeiro enquanto podem! Tomo 11 e tomo muito mais—depois faço um quatro, porque sei que sou capaz!
Arranque a chave e jogue fora—tranque-me no meu mundinho!
