Originalmente publicado em 12 de junho de 2013
« J’adjouste, mais je ne corrige pas. » Montaigne
Portugal, esse outro Palmeiras, que só agoniza, tendo como fardo e simultâneo guindaste do ânimo seu passado cheio de glórias, conquistas e feitos notáveis. Antes seu fim honrado do que desse jeito se arrastar… Camões—Antiquado Imodesto. Os séculos foram inclementes com a Terrinha…
“Afonso Henriques, 1º rei de Portugal, no remoto ano de 1140”
“a carta de foral—pacto entre o rei e o povo”
“o estatuto da Covilhã, segundo o qual se cobrava das mulheres mundanas um soldo cada mês, pelo direito de exercerem a profissão”
“Justiça salomônica, cuja caricatura fez do governador Sancho Pança o modelo dos juízes do caso a caso, espectro racional ao serviço das decisões arbitrárias.”
O dinheiro é a medida de todos os homens-coisa.
“Portugal não conheceu o feudalismo.” O Estado—a máquina—tem um cunho invencível de obrigatoriedade; o mesmo não se podendo dizer dos senhores vassalos. O feudalismo foi um grande acidente europeu.
“A velha lição de Maquiavel, que reconhece dois tipos de principado: o feudal e o patrimonial, visto, o último, nas suas relações com o quadro administrativo, não perdeu o relevo e a sua significação.”
“A persistência de magnatas territoriais” na História não pode ser indício suficiente para decretar o feudalismo de um regime—nem mesmo entre as nações européias em sua idade medieva. A lista de exigências do modelo é mais ampla.
“Outro passo ainda e os legistas, doutores e letrados, conservando os fumos aristocráticos, serão sepultados na vala comum dos funcionários, onde a vontade do soberano os ressuscita para as grandezas ou lhes vota o esquecimento aniquilador.”
Camões entenderia perfeitamente bem as raízes do talento brasileiro para escavar o pré-sal.
A luta de classes que não houve. Se “sempre há luta de classes”, então nunca há. Pois guerra só é guerra pelo contraste com os períodos de paz.
“Perece uma dinastia, a dinastia afonsina, filha da infância do reino; em seu lugar, ergue-se a gloriosa dinastia de Avis (1385-1580), plataforma social e política da conquista do mundo desconhecido pelas audaciosas naus de Vasco da Gama. Nasce, assistida pela violência, pelo dissídio, pela guerra, a nação épica de Os Lusíadas, sonho de curta duração, meteórico, que deixou, na sua cauda de luz, uma constelação ainda íntegra.”
“Os estamentos governam, as classes negociam.”
“O vinho, o azeite, as frutas e o sal—as 4 pedras da economia portuguesa”
“Certo, um setor ficou alheio ao contágio, inassimilável: a burguesia judia, saliente no séc. XIV, ao ponto de ser preservada do ódio popular pelo Mestre de Avis. [trecho ambíguo] Mas ela pagaria caro pela diferença e autonomia.”
MUITO DIFERENTE DOS INGLESES: “Podemos, pois, concluir dizendo que até as reformas pombalinas a concepção dominante no nosso [português] país foi a da escolástica, aristotélica e tomista.”
“É dinheiro de encantamento que se converte em carvões” Diogo do Couto
“D. João II, O Príncipe Perfeito”—maquiavélico antes de Maquiavel.
A Índia interiorana jamais veio a ser colônia portuguesa.
“O reino, renascido e revigorado com a Revolução de Avis, incapaz de digerir a presa, entregava-a, na parte suculenta, aos banqueiros italianos e do norte da Europa, contentando-se com as sobras ostentatórias, que escorregavam para as garras ávidas da nobreza—militares e funcionários.”
“O comerciante [pecador maldisfarçado] não devia ser nobre, mas o capitão do navio, homem mais de guerra do que de comércio, devia ter o sangue azul.”
“Os cargos dos governos e das fortalezas davam-se por 3 anos para contentar quanto possível o maior número.”
“cada um dança segundo os amigos que tem na sala” “vê tudo e olha pouco” “a quem vela, tudo se lhe revela” “ouve e não escuta”
“Se basta hum Provedor em cada Província, para que são 5 ou 6? Se basta hum Corregedor para 20 léguas de destrito, para que são tantos” “Não há só multidão de funcionários: estes acumulam 2, 3 e 4 cargos, ajudados de muitos oficiais, no cultivo do ócio, agarrando com as unhas ardentes todo o comércio, a economia inteira.”
“Nem o açúcar do Brasil, nem o escravo africano, nem o ouro de Minas Gerais—nada salvará este mundo, condenado à mansa agonia de muitos séculos.”
“o Estado fonte de todos os milagres e pai de todas as desgraças.”
“mais contra a sombra de Rousseau do que contra o Rousseau histórico” No fundo somos todos sociopatas. Quando deveríamos ter medo dos fantasmas autoproduzidos por nossa esquizofrenia.
Raymundo Faoro é o gênio trágico que o Brasil teve mas ainda não descobriu: “A história não é senão um cemitério de elites, que correm, ao longo do leito secular, como um rio: a classe dirigente de hoje não será a mesma de ontem.”
Cuidado: para Faoro, uma democracia (classes) ou aristocracia (estamentos) não precisa ter uma elite. Alguns autores ainda trarão o estamento-líder como classe (não-social) ou intelligentsia (Manheim/Toynbee). Quase “casta”.
Montaigne, “o mais universal dos escritores europeus do seu século” + 100 anos: Hans Staden.
Contra Sombart e Sílvio Romero.
“As vilas se criavam antes da povoação, a organização administrativa precedia ao afluxo das populações. Prática que é modelo da ação do estamento, repetida no Império e na República: a criação da realidade pela lei, pelo regulamento.”
“Tomas Morus, na sua época, escreveu em vão a Utopia: só um século depois foi ela habitada, para decepção de muitos e engano de poucos.”
A Irlanda sempre foi o depósito de lixo—humano ou não—da Inglaterra.
“o inglês trouxe a sua mulher para a colônia, ao contrário do português”
“A riqueza dos colonos dos primeiros séculos é uma lenda, enganadoramente criada para embelezar a história.”
“Desde o primeiro século da história brasileira, a realidade se faz e se constrói com decretos, alvarás e ordens régias.”
“As minas aceleram o curso da disciplina americana às rédeas do soberano, rédeas firmes e curtas.” “O inconfidente é bem o protótipo do homem colonial: destemperado e afoito na conspiração, tímido diante das armas e, frente ao juiz, herege que renuncia ao pecado, saudoso da fé.”
“O funcionário é o outro eu do rei”
Como que uma “história do cargo público ou servidor no Brasil”. Essa é a minha escusa nos estudos!
“soldo estipulado em dinheiro e pimenta”
228: a genealogia do arbítrio militar brasileiro
238 et circa: a obstinação dos jesuítas
Importante lembrar que o lucro dos monocultores de cana era, em média, de apenas 8%. Os traficantes de escravos, que vendiam a rodo e a crédito, tinham-nos na mão.
Dois fracassos do Primeiro Reinado: o BB, que nasce para morrer, e a companhia siderúrgica, que só nasce no papel.
No duelo proto-imperial federação vs. confederação, a proa conservadora de José Bonifácio, que termina exilado.
“O Poder Moderador situa no Senado a barreira de defesa ao despotismo das maiorias parlamentares.”
“Na cúpula do sistema, a segunda Câmara, o Senado vitalício, cujo papel conservador e refreador da opinião pública foi ressaltado por dom Pedro I.” Enquanto isso, a Câmara temporária seria um vestibular-para-novos-conservadores maldisfarçado!
“O talhe de D. Pedro I não se coadunará com o arcabouço por ele montado, mas encontrará em D. Pedro II, conjugado à maturidade do plano, o príncipe para conduzir a máquina, maciamente.” “educado na neutralidade bonapartista” “o conservadorismo, estuário natural da vitória”
365: o juiz de paz (vs. juiz de direito). Inesperado poder da figura: “O centro do sistema estava no juiz de paz, armado com a truculência de seus servidores, os inspetores de quarteirão, de triste memória nos anais do crime e da opressão: ‘era talvez a 3ª autoridade depois da regência e dos ministros’.” “O juiz de direito, nomeado pelo imperador, era menos que um juiz de paz.” (!) Tudo isso no confuso código penal de 1832.
“A desconfiança ao poder—que levou à descentralização e à supressão do Conselho de Estado—leva ao poder sem freio, ao poder incontrolado, ao arbítrio do mandonismo impune.”
Engana-se quem tacha os movimentos sociais da Regência de “separatistas”. Era mero discurso, tática. Entre os enganados, Euclides da Cunha.
Teria sido aberto o parlamentarismo, para vigorar durante todo o II Reinado. Menos de 5% da população seria votante.
“O poder, se não corrompe, amansa e infunde o esquecimento das loucuras da mocidade.”
“O princípio ‘o rei reina, mas não governa’ seria formulação de Chateaubriand, [1816] treze anos antes que Thiers o lançasse diante da câmara dos deputados, dramaticamente.”
“Lucidamente, no cume da pirâmide, sabe a majestade que seu poder ocupa um espaço vazio, preenche o vácuo e, como Leviatã, nasce do mar, trazido nas naus portuguesas, indomesticável!”
“Não espanta que o Império, com seu cortejo solene de espectros, não resista a uma espada desembainhada simbolicamente, numa parada sem sangue.”
“Espalhar pelas cidades e pelo interior, onde o emprego era uma sorte grande, diplomas de eleitor era distribuir bilhetes de loteria para um sorteio sempre renovado”
Ao invés de ter sido incluído a posteriori, na verdade o voto do analfabeto foi excluído das eleições, após ser inicialmente válido.
“Tomem-se, ao acaso, 20 ou 30 brasileiros em qualquer lugar onde se reúna a nossa sociedade mais culta: todos eles ou foram ou são, ou hão de ser, empregados públicos; se não eles, seus filhos.” “Quem melhor do que Silveira Martins sentiu o espírito do insondável, ao dizer que ‘o poder é o poder’, como Jeová é o que é?” “Só vive, pensa e governa no Brasil o espírito burocrático.”
478: O Barão de Mauá, voz solitária pró-padrão papel-moeda, que, paradoxalmente, era o único meio realmente utilizado. O padrão-ouro era ambicionado por todos os outros agentes econômicos, única forma possível do Império tropical possuir moeda própria forte.
“todos os orçamentos [do império] foram encerrados com déficits.”
“Parentes, amigos e compadres, os comissários [empresários intermediadores] não dispensam os juros de 12 a 18%, calculados nos saldos das contas correntes” O latifundiário sempre refém desse adiantador de crédito, que movimentará o negócio a médio prazo da exportação (o café necessitava de meia década de cultivo, em cada safra). Por sua vez, os capitalistas ingleses farão dos comissários, brasileiros, seus servos no jogo de títeres global.
“O antigo fazendeiro trabalhava para o traficante que lhe fornecia escravos, como o atual trabalha para o correspondente (comissário) ou para o banco que lhe adianta capitais. Uma boa parte da riqueza nacional é eliminada do país pelo comércio de exportação, cujos lucros ficam em parte no estrangeiro” Joaquim Nabuco
“A frustração dos planos de Mauá [o industrialista precoce] não se deve a um capricho governamental, como capricho não foi a tarifa Alves Branco. O café cresce e se expande, pressionando, em todos os campos, [literalmente!] a política econômico-financeira.”
“Lançai uma estrada de ferro desde S. Cristovão até o Pará, desmontai as cachoeiras de S. Francisco e entupi desde a foz até a nascente com os clippers e os ericsons; fundai um banco, dois mais (…)” Cronista. O punch direto continua: “Iluminai o Corcovado, o Pão de Açúcar, a Gávea (…) fundai um hospital para as vítimas do ágio no dia supremo das tribulações.”
“Primeira aparição do termo “plantation” somente à página 511!
“Quarto Banco do Brasil”… e contando!
“seria um crime se não fosse uma lei”
“O império não subsistia apenas graças ao apoio do fazendeiro como se pretende na historiografia tradicional.”
“Não data do término da guerra do Paraguai, portanto, a divergência entre a ordem civil e a militar, conforme repetida e generalizada afirmação.”
“A embriaguez revela o sonho do homem sóbrio.”
“a voz grossa e altaneira do bandeirante ainda discernível no fiapo da arrogância cafeeira.”
“Nasce, aprovado pela Lei de 30 de dezembro de 1905, o 4º Banco do Brasil, que é o atual [?] BB.” “Banco central, cornucópia da União”
Instituto de Defesa Permanente do Café (1922). Tão permanente que durou 3 longos anos!
A industrialização não “começou” em 1930. É certo que havia surtos de fabricação têxtil desde a Colônia, brevemente arrefecidos. Ondas de um mar irregular. Porém, em se tratando de uma indústria moderna e mais diversificada, o “pontapé varguista” é mais um mito ou figura de linguagem: já nos anos da I Guerra Mundial a República se viu forçada a praticar uma maciça substituição de importações.
“Não se pode dizer, para o Brasil, o que se disse para a Rússia: esta não possui um Exército, mas o Exército possui a nação.” Engraçado como o exército é sempre pincelado como um poder neutro, de vocação apolítica, subordinado à Constituição Civil, incapaz—mantidos esses moldes—de vir a tomar o poder no futuro, menos de 20 anos depois do fim do livro [P.S. 2026: anos 50]. Os militares da transição Monarquia-República teriam sido meros agentes estabilizadores (o que a Constituição de 1988 sonhou que agora fossem).
“café puro se possível, café com leite se necessário”: <Federalismo>, no contexto da República Velha: <estadismos>, ou <são paulo-minas geraisismo>, uma vez que significava o enfraquecimento da União, o que hoje seria considerado o poder federal. E ao contrário de hoje, o Distrito Federal não elegia seu governador.
The Economist: não é de hoje que metem o bedelho.
* * *
ADENDO NATALINO
Um idiota—parasita—só quer usar o telefone. O outro—esquizóide, pois está sempre a falar sozinho—a regulagem do sistema de som de sua caranga. Por fim, a intrometida só quer passar a imagem de altruísta para o resto da família em frangalhos: nada de refrigerantes pela metade. Tudo pelo verniz.
* * *
“Não nos podemos embelecar com esses desmoralizados truques do mundo em que envelhecemos” Rui Barbosa
* * *
O estilo peculiar de cada um abrir a porta do meu quarto:
-
duas batidinhas que assustam e o abrir em menos tempo do que o necessário para qualquer reação;
-
o girar da maçaneta tão discreto que é quase imperceptível;
-
um estardalhaço, parece um arrombamento.
* * *
720: a questão trabalhista. O germe da CLT, já 20 anos antes.
“O poder no Brasil, não é senão uma tarima de senzala, acobertada de baixas pompas.”
“Mas, entre a mão e a espiga, há sempre o muro, e o muro importuno do poeta.”
“Enquanto a tempestade se arma, no palco o espetáculo continua”
“O coronel, antes de ser um líder político, é um líder econômico, não necessariamente, como se diz sempre, o fazendeiro que manda nos seus agregados, empregados ou dependentes.” “Ocorre que o coronel não manda porque tem riqueza, mas manda porque se lhe reconhece esse poder, num pacto não-escrito.”
“Sempre que o poder estadual se eleva e se fortalece decai o poder municipal, expressa a relação nas nomeações dos prefeitos.”
“Viver do alheio não se chama viver, senão fermentar e apodrecer.”
“As vozes isoladas enfeitavam os plenários monótonos, no gorjeio inocente das patativas entre os gaviões.”
GOVERNADOR e CORONEL eram assim assim.
{coronel burocrata
coronel autônomo}
“As despesas eleitorais cabem, em regra, ao coronel, por conta de seu patrimônio. Em troca, os empregos públicos, sejam os municipais ou os estaduais sediados na comuna, obedecem às suas indicações.” “O coronel é inseparável da sociedade agrária, matando-a, em morte lenta, a urbanização e a crescente comercialização dos interesses.” “quem tem padrinho não morre pagão” “A caracterização sociológica do fenômeno coronelista ainda não mereceu tratamento sistemático. Não raro é ele apresentado, ilegitimamente, como singularidade brasileira.” “não se compra o voto, ainda não transformado em objeto comercial” Sobre a figura do coronel, Weber diria: no limbo entre a dominação tradicional e a carismática. Raymundo Faoro vê o coronelismo no sistema inglês até 1868. “os tories se sustentavam nos grandes proprietários rurais, os pastores anglicanos e os mestres-escolas, enquanto os whigs arrimavam-se nos pregadores não-conformistas, nos agentes do correio, ferreiros, alfaiates e outros artesãos.” Tempos pré-burocráticos. Idem na Sicília.
Ceará, o estado mais coronelista, anulando até o unionismo do governador. “coronéis autônomos” “Tratado de Haia Mirim” Ao contrário de Pernambuco, em que foi mais fácil o Estado-Exército derrubar os coronéis a partir de Recife (e mais complicado no interior), no Ceará Fortaleza prosseguiu muito tempo rachada, palco de guerra civil. Há dialética nesses dois (e noutros) casos, com reascensão dos coronéis, mas rostos novos—até 1930.
Vale lembrar que Rui Barbosa (o super-republicano) é senador baiano.
Tempos em que as urnas eram apuradas nos casarões das elites!
794: os macacos de Kipling
“O Partido Comunista será fundado em 1922, dominado por intelectuais e cortado de dissidências e rivalidades, sem atuação no movimento operário.” “…até 30, quando Luiz Carlos Prestes adere ao credo vermelho”
Artur Bernardes antecipou algumas reformas trabalhistas, inclusive o feriado de 1º/5.
“Nós somos todos vinhos da mesma pipa.” “A palavra liberal, aliás, é um anacronismo ao meu modo de ver, e não tem significação real nos nossos tempos”
OS ANOS 20: “a guerra européia demonstra a inépcia dos parlamentos para resolver os conflitos. Na época das grandes crises, os homens superiores conseguem imprimir a sua direção, dominando a anarquia dos parlamentares, e não sendo por eles dirigidos”
819: o abraço da nação—e até dos paulistas—em Getúlio. “São Paulo amanheceu, a 5 de janeiro, estatelado. Como pôde acontecer tudo aquilo entre a gente pacata e fria da cidade dos nevoeiros?”
“o Exército brasileiro não se deixou seduzir pelo fascismo—como aconteceu com os exércitos italiano e alemão—, graças ao repúdio à teoria da obediência passiva.”
Já na década de 1940 se falava em “neoliberalismo”…
PRIMEIRA FACULDADE DE ENGENHARIA: “Em 1879 fundara-se a Escola de Minas, em Ouro Preto, sob a iniciativa de dom Pedro II”
“Me parece que uma casa não deveria ser construída por um arquiteto, nem autoconstruída por ela mesma, mas pelo próprio proprietário” Taine
Nota
“A distinção entre regime totalitário e autoritário, criada por Loewenstein, foi inspirada pelo estudo de uma época brasileira: Loewenstein, Karl. Brazil under Vargas”
GLOSSÁRIO (português):
bovarista: “Insatisfação romântica que consiste em querer evadir-se de sua condição, adotando uma personalidade idealizada, como o fez a heroína do romance Madame Bovary, de Flaubert.”
ismaelita: “Diz-se dos, ou os árabes que pretendiam descender de Ismael, filho de Abraão e Agar.”
jugular (verbo): [logicamente!] degolar
monhadego ou monaria: “o direito da Coroa de herdar os bens dos vilões (vilani) que morriam sem prole.”
patativa: poema; improvisação; concerto.
tarima: toldo
GLOSSÁRIO (francês):
belle époque: a febre do século, para não ser pouco literal dizendo “milênio”
