REMIX ZURETA (SANTA RAIVA, MORTE MAGNÉTICA & CARGA)

Originalmente publicado em 9 de maio de 2012


You live it or lie it

Meu estilo de vida determina meu estilo de morte

Siga procurando

A busca continua…

Frenética tica tica tica tic-toc mente

*

PRA QUE A PRESSA?

*

ABENÇOADA RAIVA

*

Fuck it all and no regrets

I hit the lights on this dark sets

raiva no pescoço, eu me enforco, logo…

e eu quero que minha raiva seja sadia

só pra mim

ela não pode me controlar

*

ingrediente necessário

quero que ela seja eu

*

que ela se liberte! um terremoto produtivo

mensagens que beiram a redundância, é preciso estar vivendo ou ter vivido um período semelhante

*

ALGUM TIPO DE MONSTRO

*

Essa é a voz do silêncio nunca mais

língua que fala por dentro—explorando o corpo

ela anda em círculos

o deus nem tão santo

mais vivo do que nunca!

as garras que cutucam as feridas

é o fim que nunca termina

é uma nuvem de verdades

este momento somos…

*

Eu sou quem eu penso que sou?

julgamento, eu martelo—sou juiz, júri e carrasco

ambigüidade inerente

*

autismo, isolamento

preso no seu cérebro

qualquer um é suspeito

eu me escondo, mas (se me cutucar) te mostrarei…

me deixe desaparecer no horizonte

*

abra seu coração, estou batendo à porta

ó, que bom menino você é

desplugando de tudo

orbitando a si mesmo

foi invadido:

MEU MUNDO

Mamãe, por que chove no meu quarto?

anime-se, o tempo vai abrir

neblina densa, nada eu vejo

os filhos da puta tentam entrar na minha cabeça e me mudar

não é que eu não saiba a resposta

eu nem sei qual é a pergunta

manda bala de novo, ainda não morri

todos os tiros que levo

cuspo de volta em você

toda merda que atira

volta pra te assombrar

*

*

que diferença eu fiz?

*

*

Mesmo com uma bala nas costas, não sairei do lugar

Atire em mim, leve um tiro!

tô encalhado e por minha conta (TIC-TOC)

*

mordo minha língua tentando não revidar

*

acorde o gigante adormecido, a besta, o cão, não, deixe-me hibernar!

*

minto para obter um sorriso

doce âmbar—incenso (do amor)

quão doce é você

quão doce pode ficar?

*

gato e rato

eu fujo mas eu volto

*

já estive aqui antes

cada instante aqui morro um pouco mais

o sentimento inefável desperta e me domina

segurança na solidão

eu espero esse trem

joelhos sobre os trilhos-recorrentemente

*

tudo lavado, ficou branco, só sinto o cheiro doce do passado, não danço com o que poderia ter sido, não danço com esqueletos

*

amor é controle (raiva controlada?)

morrerei se me deixar levar

odeie-me

deixo-a correr depois puxo a rédea

*

só deixarei você respirar

o ar que eu te der

-se não quiser sufocar

depois veremos se deixarei me ama[ta]r

*

Desejo poder, desejo fazer

Satisfeito?

cuidado com o que deseja, pois pode obtê-lo! Você quer tirar a própria vida

*

você quer ficar só

*

desperdiçar o ódio

vou guardar pra mim

queria um abraço, mas só a pedra fria pode dá-lo

*

Enquanto nos reunimos hoje

Nos despedimos

O escravo se torna o senhor

Futuro e passado ambos discordam

vejo o fim em

mim…

ALEXANDER BAIN #SérieOsÚltimosPolímatas

“polímata

(po·lí·ma·ta)

adjetivo de dois gêneros e substantivo de dois gêneros

Que ou quem estudou e sabe muitas coisas ou muitas ciências (ex.: Santa Hildegarda era uma freira polímata; os polímatas são peritos em muitas áreas do conhecimento). = POLÍMATE, POLÍMATO

<polímata>, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2023, https://dicionario.priberam.org/pol%C3%ADmata.”

Traduzido do wikipedia English com algumas (muitas!) liberdades autorais…

Alexander Bain

Alexander Bain (11 de junho de 1818 – 18 de setembro de 1903) foi um filósofo e pedagogo escocês da escola empírica britânica, além de figura proeminente e inovadora nos campos da psicologia, lingüística, lógica, ética e da reforma da educação. Ele fundou Mind (Mente ou Cérebro), o primeiro jornal de psicologia e filosofia analítica, e foi pioneiro na aplicação do método científico à psicologia. Bain inaugurou a cadeira regente de Lógica da Universidade de Aberdeen, onde também ensinava ética e Literatura Inglesa, além de terminar por ser eleito duas vezes o reitor de tal universidade.

Linguística

Bain foi bastante influente na metodologia de ensino da gramática e estilo de composição do inglês no Reino Unido. Ele elaborou alguns livros-textos referência entre 1963 e 1974, dentre os quais também se encontra um Manual de Retórica.

Filosofia

Os tratados filosóficos de Bain, devido a sua espessura, eram impróprios para uso em sala de aula: Os Sentidos e o Intelecto, Sobre o Estudo do Caráter incluindo uma Recensão da Frenologia, etc. Para contornar esse inconveniente, Bain publicou em 1868 seu Manual da Ciência Mental e Moral. Em seguida ele publicou sua Lógica, também com intuitos didáticos, baseando-se em John Stuart Mill, porém divergindo deste em particulares. Precursor foi seu livro Educação (Pedagogia) como Ciência. Todos os seus livros filosóficos foram escritos durante os 20 anos em que lecionou na universidade.

Psicologia

Mesmo que tenha sido algo influente como lógico, retórico e lingüista, onde a fama de Bain reside verdadeiramente é na esfera psicológica. Pioneiro dos estudos em psicologia no XIX inglês, Bain foi também o patrocinador de uma visão moderna, para a qual, como já dizia o anatomista comparativo alemão Johannes Peter Müller, psychologus nemo nisi physiologus (não se é psicólogo sem ser ao mesmo tempo fisiólogo), aproximando corpo e mente como disciplinas e instâncias interdependentes.

William James, um dos grandes fundadores da Psicologia tal qual a conhecemos hoje, chama seu trabalho de “a última palavra” em termos de pré-psicologia como ciência constituída positiva. Não era estranho a Bain, outrossim, o apelo à psicologia social, ainda que o nome fosse inexistente à época. Sua teoria de que a crença era uma preparação para a ação tornou-se respeitada tanto nos círculos funcionalistas quanto entre os pragmatistas.