[ARQUIVO] O SUPER-HOMEM CONTRA A DIALÉTICA

 

Originalmente publicado em 3 de maio de 2010


A) DELEUZE—Nietzsche e a Filosofia—CAPÍTULO 5

Diferença entre os designativos:

– Homem-Deus: o homem à la Ivan: “tudo é permitido”.

– Deus-Homem: Cristo—Deus no formato circunstancial de homem {primazia do 1º elemento}.

“Na verdade, para o olho do genealogista, o trabalho do negativo é apenas uma grosseira aproximação dos jogos da vontade de poder.” Hegel como a consciência onisciente dos fins a que conduzem as sucessivas negações das negações… Somente na genealogia há algo novo.

Sobre inversões e manutenções de significado: “Stirner é o dialético que revela o niilismo como verdade da dialética”—poderia ser: Stirner é o niilista que revela a dialética como verdade do niilismo. Não se está saindo do lugar.

AMOR ENQUANTO LUBRIFICANTE DA EXISTÊNCIA: “Só do amor me pode vir a vontade de meu desprezo e de meu pássaro anunciador, não do pântano.” Nietzsche


B) HEIDEGGER—A Sentença Nietzscheana “Gott ist Tot”

“A destituição do supra-sensível desemboca em um nem-nem” “rompantes epocais” “Todo pensamento metafísico é onto-logia ou não é absolutamente nada.” “A obra central planejada nunca foi levada a termo.” Frase antes cunhada por Hegel. E até Pascal.

“também os deuses apodrecem” “A grandeza deste ato não é grande demais para nós?” “O mais sinistro de todos os hóspedes” A grande pergunta desse texto sequer será “qual a gênese”, mas “qual o telos do niilismo?”. “O pessimismo da força” Ele executa o que intentarei: uma hierarquia dos diferentes niilismos. A recriação de Deus/deus (minha fala simplificadora no seminário). Como pode ser que na Rússia o Cristianismo se liquidou primeiro? Porque este sempre fôra o país mais cristão. Mesmo antes de ser cristão. Almas/personas e doutrina se encaixa(va)m. Napoleão como protótipo níti-do.

Por que “a-metafísico”?

“O artista é apenas um estágio prévio.” Nietzsche

“A arte é o valor supremo” Heidegger

Nomenclaturiza as coisas de modo a tornar N. em algo parecido com Descartes! Mais da metade da leitura transcorrida e por enquanto nada de pré-socráticos sendo citados.

“do uso e do abuso da História para a vida”—versão em inglês. “seria (…) equivocado se se quisesse tomar a formulação do princípio valorativo como uma prova de que Nietzsche filosofa existencialmente. Ele nunca fez isto. Mas ele pensou metafisicamente.”

Aristóteles e “o quarto livro de sua Metafísica”. “Kierkegaard não é nenhum pensador, mas um escritor religioso.”

Compreensão errônea do supra-homem. S-H: Querer querer. “a tarefa de assumir o domínio da terra” “Somente quando um pensamento futuro for levado até o ponto de pensar este Livro para todos e para nenhum em conjunto com as Investigações sobre a essência da liberdade humana, de Schelling (1809), e isso significa concomitantemente, em conjunto com a obra hegeliana A fenomenologia do espírito (1807), e isso significa concomitantemente, em conjunto com a Monadologia (1714) de Leibniz, e de pensar essas obras não apenas metafisicamente, mas a partir da essência da metafísica, serão fundados o direito e o dever, assim como o solo e o campo de visão para uma discussão.”

“O grande meio-dia” Sol, horizonte, mar… Hannah Arendt. Não vejo, ao final, nenhum postulado novo; apenas uma introdução amigável. Última linha: “O pensamento só começará ao experimentarmos que a razão há séculos glorificada é a mais tenaz rival do pensamento.”

O “não-posicionamento nietzsch3eano diante da existência ou não de Deus”—utilidade da mentira. Tudo é um como se… Aceitemos a factível existência Dele: infelizmente o homem perdeu o valor para acreditar Nele. Ou felizmente.

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