Originalmente publicado em 26 de agosto de 2012
“Essa intromissão da arte na ciência, que impede que esta se desenvolva, é aliás facilitada pelas circunstâncias mesmas que determinam o despertar da reflexão científica.” Engraçado como Durkheim aproxima a Arte do utilitarismo (reconfortante para o ser humano)!
29: os limites da “sociologia” (filosofia social) comteana
O MONOLITO DA SOCIOLOGIA: tudo o que é sólido perdura.
“no dia em que esse princípio do método sociológico for unanimemente reconhecido e praticado, veremos a sociologia progredir com uma rapidez que a lentidão atual de seu desenvolvimento não faria supor” Melindrado com o maior reconhecimento haurido pela psicologia.
Se Descartes é o fundador das ciências modernas, precisamos cancelar o progresso e refazer tudo de novo.
“A ciência pode muito bem iluminar o mundo, mas ela deixa a noite nos corações; compete ao coração mesmo fazer sua própria luz.”
“Em circunstâncias nas quais um homem não sofreria, acontece ao neurastênico experimentar uma sensação de gozo cuja natureza mórbida é incontestável.”
“seja como for, só se pode superar a ciência apoiando-se nela.”
“fazer o inventário de todas as características de um indivíduo é um problema insolúvel”
“e teremos a ocasião de expor um dia (…)”
“O Japão pode vir a incorporar nossas artes, nossa indústria, até mesmo nossa organização política; nem por isso deixará de pertencer a uma espécie social diferente da França e da Alemanha.”
“is pater est quem justae nuptial declarant” : é pai aquele que as núpcias indicam
“toda vez que um fenômeno social é diretamente explicado por um fenômeno psíquico, pode-se ter a certeza de que a explicação é falsa.”
“Uma pressão aceita e suportada de boa vontade não deixa de ser uma pressão.”
SOCIOLOGIA NEGATIVA (um guia de como não fazê-la)
Estado—Lula na Crista da Onda
carguinhos e cargões
por onde esperamos obter a salvação?
meus dilemas pessoais dependem de morfina
talante indifferent
Stuart Mill, essa cabeça estranha, misto de sociólogo, economista, filósofo, moralista.
87: historiadores e etnógrafos na periferia da “ciência dura”
