[ARQUIVO] IMPLICAÇÕES…

Originalmente publicado em 5 de setembro de 2013

Uma decepção tão copiosa quanto a de quem vê a Estátua da Liberdade parcialmente soterrada em areia. Falo da perspectiva de quem descobre que não há um último ideal: a) de homem; b) histórico em progresso. Que as guerras violentas das próximas castas não me dizem respeito. Mas não me dizem respeito não no sentido existencialista mesquinho e sim quando reparo que aquilo que os meus descendentes fazem, vingando-se por mim, não representa um acréscimo de valor, porque seria contraditório—dado o círculo—que eu fosse o acréscimo de valor deles mesmos. Nós somos os supra-homens. Que o cosmo se retroalimente e seja sempre novidade, isso nada tem que ver com o meu eterno. Ser o supra-homem é chegar a esta conclusão de inultrapassabilidade. Segue-se daí que na hesitação entre coroarmos o passado ou o futuro, coroamos a nós mesmos. Realizar-se sem suprimir-se.

Séculos áridos.

A principal implicação é para o Messias e sua busca infrutífera, posto que é perfeito.

Um alienígena mais bonito do que nós?

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Descubra mais sobre Seclusão Anagógica

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo