Originalmente publicado em 16 de agosto de 2011
Westermarck, pré-freudiano a caracterizar o tabu do incesto. Le Play, anterior mesmo a Durkheim, brilhante estatístico da família moderna.
30: o potestas romanum, direito inalienável do pai sobre a prole (mesmo de tirar-lhes as vidas)
39: a França e a Alemanha como países europeus (com exceção da Rússia) mais conservadores para casamentos na virada do século
56: Seneca Falls—importante etapa do feminismo norte-americano
68: o Código de Manu data de 2500 anos. Comparado aos cânones hinduístas, o Islã é bastante flexível.
Até o descobrimento do Brasil, em Portugal, se cometia o sati, ou seja, a execução (voluntária ou não) da viúva juntamente aos restos mortais do marido. Muito “cultos” esses lusos!
Constatação óbvia ou surpreendente, a depender do prisma: uma sociedade matrilinear é chefiada, mesmo assim, por homens, “o sexo mais excelente”.
92: transição japonesa Tokugawa-Meiji. Meiji significa paz, mas se resumia num imperialismo bélico.
210: mais dados sobre o Japão de Kenshin Himura
101: o livro Utopia chinês
103-4: poligamia como fenômeno mais raro do que se pensa em qualquer cultura; característica do divórcio unilateral masculino muçulmano dos “três repúdios”.
118: o aborto não-criminoso precoce na Rússia
154: os reacionários americanos
163-4: os hilários classificados matrimoniais indianos. “A garota deve ser simpática, esguia e educada.” “ganhando cinco algarismos”
167: a poluição pela comida
“A antiga lei hindu diferenciava 8 formas de se adquirir uma esposa e as listava em uma classificação virtuosa, estando enamorar-se ou apaixonar-se entre as menos virtuosas, na posição 6.” Gandharva
181: o trick or treat chinês
244: será que nunca se transou tanto quanto no nazismo?
“Durante a guerra, quando se realizaram as esterilizações eugênicas, o natalismo era mais irrefreável: ‘A coisa essencial para o futuro é ter montes de filhos’, disse Hitler (que não tinha nenhum) a seu próprio círculo em outubro de 1941.”
A poligamia (poliandria ainda nem foi citada no livro) é fenômeno mais freqüente na África, onde chega à metade da população em alguns países. Ex: Nigéria e Senegal.
278: espécie de atualização de Durkheim
293: importante peculiaridade lingüística do sueco, que adotou o “tu” somente nos anos 60
