[ARQUIVO] REFLEXÕES DE UM TOLO — Tomos V a VII

17 de novembro de 2013

Tomo V

ACORRENTADO AO FRACASSO

Por quê?

Chimpanzés de academia, não sabem lidar com o corpo, não sabem o que é o corpo, que ademais não vai só até os ombros.

A vida inteira comezinha reduzida ao romance burguês? Sapatonês?

Fontes de mal, desestabilizadores, no-breaks para as desgraças, dilúvio de opróbrios.

Olá, bunduda, suas meias estão demasiado arriadas!

Cigarras donas do crepúsculo atrasado. Choro tardio, tadinho.

Sinais de abatimento, má nutrição? Estou acorrentado ao fiasco passado, o futuro—e até o sono—me é negado.

MUSSOT ÉBRIO & O PSEUDO-SUICÍDIO

Toda hora o sentimento parece que vai aflorar

Por que não uma sucessão de acertos?


Tomo VI

defeitos hiper-especiais

Os defeitos de uma geração. O lunático autista de sua arte não-comercial… Mas é engraçado: não estou falando de mim! Na literatura, até que é escusado (ó, conferencistas!). Mas e o músico que não gosta de platéia?

Spaghetti tostado, cordas vocais nunca 100% utilizadas. O menino que também lê revistas dos anos 90 mas não tem vergonha da própria esquisitice.

O outro, seu antípoda, quer fazer melhor que eu: quer deixar de graduar-se e enganar os pais. Antes isso que se desgastar, se exaurir e ter um pífio diploma em mãos.

* * *

Diferente do trio trapalhão, alta (?) linhagem, peito estufado, jogador de futebol americano. Ele malha todo dia, e no entanto é cult: faz até aula de canto. Guitarra aprende com o João da Esquina, parlante de español, adora alugar o DVD de Friends na blockbuster e doar seus videogames para a caridade. Conselheiro-mor de todos os amigos, esse sabe o que faz, menos comigo! Ah, e os perigos do comunismo…


Tomo VII

InuYasha: o último grande êxtase. Época do amor.

Sou um nada, desprezível.

Minha barba coça. Não roça em ninguém,

Luz elétrica implica em segurança

Vou me recolher ao meu feudo

Seu eu tivesse um Buraco do Vento já tinha me sugado há muito tempo. Mas uma Tenseiga insiste em estar desembainhada na minha cinta, pulando, vibrando, a cada pseudo-morte emotiva. Bleargh!

Cada vez se torna mais difícil. Tenho zero amigos e pouco ou nenhum convívio com Zé Ninguém.

Sou um tratante! Onigumo

Ou um representante do canil

Pele branca babuinesca

Risada aberta mentirosa

Maltrato meus escravos que são-sou eu.

Parábola imperfeita do horror

Vá para outras praias, seu órfão!

Fuja quando mais (menos?) lhe é conveniente, microssábio!

Dispare uma flecha desenvenenada no coração do Destino Moribundo.

Os Kugas de minha vida são todos, que roubam minhas namoradas

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